Vertel o Impecável

É até difícil escolher um adjetivo para definir Vettel hoje. Como adjetivações são sempre dispensáveis em textos jornalísticos (mesmo sabendo que blog foge à regra), me limitarei a dizer que o menino foi impecável.

Sim, um menino, o mais novinho do grid com 21 anos, nove meses e 16 dias. Um moleque, ainda, mas que hoje provou que aquela vitória em Monza, no ano passado, não foi mero golpe de sorte. Segurar um Toro Rosso em Monza, pista de alta velocidade, debaixo de chuva, não era proeza para qualquer um.

Teve sorte, claro. A sorte é companheira dos campeões. E não tenham dúvidas de que Vettel é um campeão em potencial. Quando chegou em quarto, no mesmo GP da China, em 2007, ele partiu do fundão, foi o 17º do grid. Claro que também teve sorte. Não me lembro exatamente o que aconteceu naquela corrida (fora Hamilton atolado na brita, nos boxes, que é inesquecível), mas levar a Toro Rosso a um quarto lugar e debaixo de chuva não era apenas a velha história do “lugar certo na hora certa”. Teve braço para segurar o carro na pista. Teve a cabeça no lugar para não cometer erros. Aquilo foi apenas uma mostra do que viria mais tarde.

Assim como no GP da Itália, largou na pole e foi impecável na chuva. Foi um dos poucos que não cometeu erros, e mostrou muita intimidade com o asfalto molhado. Para um jovem que tem a humilde experiência de 29 GPs na categoria máxima do automobilismo, até que está aprendendo bem rápido.

E ele não vai parar por aí, mesmo. A Red Bull ainda tem o que melhorar, e quem sabe o alemãozinho não se candidata ao título? Não é exagero o que digo, é uma possibilidade. Que seria muito mais concreta se ele não tivesse jogado fora o pódio na Austrália de maneira tão boba (sim, ele erra. Todo mundo erra).

Está um primor, esse início de temporada.

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