O desempenho da Brawn no início da temporada foi tão arrasador que quase todo mundo definiu a disputa pelo título apenas entre Jenson Button e Rubens Barrichello, com amplo favoritismo do inglês. Depois, entretanto, a Red Bull cresceu, Sebastian Vettel e Mark Webber se aproximaram da ponta ao mesmo tempo em que Button foi perdendo rendimento. A partir daí, o título de Jenson já era visto como algo complicado, e cheguei a ler a palavra “improvável” em alguns lugares.
O clima ficou pesado na Brawn, o time-sensação da temporada. Button era só sorrisos, claro. Foi a 41 pontos, contra 27 do brasileiro, segundo colocado, e festejou sua quarta vitória no ano. Rubens, como nos tempos de Ferrari, lança suspeitas no ar para logo depois dizer que não suspeita de ninguém. Filme já visto. Que terminou, no passado, com o companheiro ganhando títulos — foram cinco para Schumacher, nos seis anos de parceria com Barrichello. E com ele construindo, sozinho, a fama de chorão.
Quem assistiu ao GP da Austrália pela TV deve ter notado que os pit stops da Brawn GP não foram os mais rápidos do mundo. Falta de treino? Medo de errar?