O desempenho da Brawn GP

 

O mundo dá mesmo voltas. O desempenho da Brawn no início da temporada foi tão arrasador que quase todo mundo definiu a disputa pelo título apenas entre Jenson Button e Rubens Barrichello, com amplo favoritismo do inglês. Depois, entretanto, a Red Bull cresceu, Sebastian Vettel e Mark Webber se aproximaram da ponta ao mesmo tempo em que Button foi perdendo rendimento. A partir daí, o título de Jenson já era visto como algo complicado, e cheguei a ler a palavra “improvável” em alguns lugares.

Mas o GP da Itália serviu para colocar as coisas no lugar em que estavam após o início do ano. Uma estratégia acertada da Brawn, um desempenho perfeito de Rubens e Button e voilá: Brawn sozinha na frente, com os dois companheiros disputando o título. A própria Red Bull já admitiu que não tem mais chances.

E não é para menos. Depois de uma má fase, a Brawn reencontrou o caminho nas últimas corridas e, em Monza, mostrou muita consistência na corrida. Os carros de Barrichello e Button nunca foram isoladamente mais rápidos do que os rivais, mas sempre andaram em um ritmo forte, garantindo a dobradinha comandada pelo brasileiro depois das séries de pit-stops.

Agora, tudo parece encaminhado para um grande final de campeonato. A vantagem de Button é grande — são 14 pontos em 40 possíveis —, e conta contra Barrichello o fato de o inglês ter um carro igual ao seu. Mas o veterano vem melhor do que o seu colega de time e, caso outros times que tiveram boas performances nos últimos GPs consigam se colocar entre os dois, o brasileiro pode pensar, sim, em desfazer a diferença para buscar seu tão sonhado título mundial.

Mas não basta apenas querer. Barrichello tem de ter, além de muita competência, sorte de ver outros carros andando no mesmo ritmo do que o seu.

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