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Um dos mais recentes palcos da Fórmula 1, a cidade de Cingapura é a capital do país homônimo, que nada mais é do que uma pequena ilha ao sul da Malásia. Um lugar onde a modernidade, cada vez mais presente, é fruto dos incentivos fiscais e dos investimentos na área tecnológica feitos pelo governo. O clima tropical, com calor nas quatro estações do ano, atrai turistas de toda a Ásia, que se sentem em casa neste país composto por diversas etnias.
Este é um típico circuito de rua. A começar pelo asfalto, que é mais ondulado que o de um circuito permanente. O grande número de curvas fechadas, que na verdade são esquinas, fazem do traçado um dos mais travados da Fórmula 1. Para compensar, o cenário é bem interessante, incluindo até uma ponte. Mais de 400 holofotes de altíssima potência iluminam a pista, mas o desafio de se disputar uma prova à noite permanece. Especialmente no trecho sinuoso da curva 10, cujo contorno requer muita precisão. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui.
A pista urbana de Marina Bay tem lá seus segredos, e muitos deles passam pela situação peculiar de se correr à noite num lugar tão quente. Mesmo no período noturno, a temperatura do ar não diminui muito naquela região, cuja umidade relativa ainda aumenta a sensação de calor. Já a pista, com a ausência do sol, não atinge os níveis normais que um circuito urbano, cercado por muros, costuma apresentar durante o dia. Circunstâncias atmosféricas que prejudicam o aquecimento dos pneus, mas não poupam o restante do equipamento.
Logo de cara, o primeiro Grande Prêmio de Cingapura entrou para a história por dois motivos: além de ser a primeira corrida noturna da história da F-1, teve também a honra de sediar o GP de número 800. Mas a prova daquela noite, hoje se sabe, foi palco de uma das maiores farsas da categoria. Nelsinho Piquet, da Renault, bateu propositalmente no muro a mando da equipe, causando uma entrada do carro de segurança. Isso ajudou o companheiro Fernando Alonso, que já havia reabastecido, e acabou ganhando a corrida. Felipe Massa, que liderava, teve problemas no pit stop e arruinou suas chances. Nico Rosberg e Lewis Hamilton completaram o pódio.
Os reis de Cingapura
Mesmo com apenas uma corrida já realizada, os números são bem distribuídos no GP de Cingapura. A pole position na única prova realizada em Marina Bay foi de Felipe Massa, da Ferrari. A equipe italiana também marcou a melhor volta, mas com Kimi Raikkonen. A vitória ficou com Fernando Alonso, numa corrida em que os oito pontuadores pertenciam a sete equipes diferentes. Apenas Ferrari, Force India e Honda passaram em branco.
Para os brasileiros, a única corrida realizada em Cingapura foi um dia – ou melhor, uma noite – para esquecer. Felipe Massa, que lutava pelo título, viu o campeonato começar a se esvair por causa de um erro humano. Ao fazer seu reabastecimento durante uma entrada do safety car, o mecânico liberou o piloto antes da hora, fazendo com que Felipe saísse dos boxes com a mangueira de combustível agarrada ao carro. Ele até voltou à prova, mas àquela altura muito atrás dos rivais. Nelsinho Piquet, numa tática suicida, bateu no muro logo no início, de propósito, para ajudar o companheiro. Enquanto isso, Rubens Barrichello, no frágil carro da Honda, teve seu motor quebrado alguns metros depois.
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